É com grande prazer que o/a convidamos para assistir à apresentação informal/ ensaio aberto do projecto Eye- Height Sábado dia 12 de Dezembro às 18:00h e às 21:30h na Fábrica da Pólvora
As apresentações de EYE-HEIGHT decorrem de um período de 4 semanas de residência/criação na Fábrica da Pólvora - Centro de Experimentação Artística, onde se procedeu à fase de montagem do palco/instrumento e à sua experimentação, através do movimento explorado em formatos de composição dentro de linhas temporais e espaciais.
Eye-Height partiu da exploração de formatos de composição coreográfica e sonora, sempre sob a forma de estruturas improvisadas, correspondendo ao culminar de um projecto de investigação em composição interdisciplinar que articula as áreas da dança, música e artes visuais.
A proposta é uma performace-instalação que se baseia numa premissa inicial: um objecto coreográfico (Beatriz Cantinho) que activa um dispositivo cenográfico/instrumental (Ricardo Jacinto). Para a apresentação mais detalhada do projecto, consulte o documento em anexo.
Esperamos por si:)
Vera Cortês
Eye-Height
Comunicação
Título: ‘Eye-Height’
Apresentação Informal/ Ensaio Aberto
12 de Dezembro, 2 sessões: 18h00 e 21h30
Fábrica da Pólvora
Contactos: Ana Ribeiro, 91 44 66 763
Ficha Técnica:
Direcção Artística: Beatriz Cantinho (coreografia) e Ricardo Jacinto (instalação) | Co-criação e Interpretação: Ana Gouveia (bailarina), Beatriz Cantinho (bailarina), Filipe Giacomo (bailarino), Francesca Bertozzi (bailarina), Madalena Xavier (bailarina), Nuno Torres (saxofone alto), Ricardo Jacinto (violoncelo) e Shiori Usui (voz) | Palco/Instalação: Projecto de execução: Ricardo Jacinto/André Castro/Elysabeth Remelgado | Construção: Tomás Viana | Video: Vasco Viana | Figurinos: Mariana Sá Nogueira| Desenho de Luz e Acompanhamento Técnico: José Manuel Rodrigues, Luís Duarte | Gestão do Projecto: Produtores Independentes | Desenho de Produção: Tânia M. Guerreiro | Produção Executiva: Ana Raquel Ribeiro | Parceria na Produção e Comunicação: Vera Cortês Agência de Arte | Co-Produtores: Colégio de Artes de Edimburgo, Fábrica da Pólvora – Centro de Experimentação Artística, Museu do Design e da Moda – MUDE/ Câmara Municipal de Lisboa, Teatro Municipal de Portimão – TEMPO, Teatro Vírginia | Apoios: Flamenco Society (Edimburgo), Bomba Suicida | Este projecto é financiado pelo Ministério da Cultura/ Direcção Geral das Artes
As apresentações de EYE-HEIGHT decorrem de um período de 4 semanas de residência/criação na Fábrica da Pólvora - Centro de Experimentação Artística, onde se procedeu à fase de montagem do palco/instrumento e à sua experimentação, através do movimento explorado em formatos de composição dentro de linhas temporais e espaciais.
Eye-Height partiu da exploração de formatos de composição coreográfica e sonora, sempre sob a forma de estruturas improvisadas, correspondendo ao culminar de um projecto de investigação em composição interdisciplinar que articula as áreas da dança, música e artes visuais.
A proposta é uma performace-instalação que se baseia numa premissa inicial: um objecto coreográfico (Beatriz Cantinho) que activa um dispositivo cenográfico/instrumental (Ricardo Jacinto).
Os corpos das bailarinas distribuem-se pela superfície do palco, criando uma paisagem delineada por estratos. Os corpos ocupam o espaço que corresponde à linha de horizonte, deitados na superfície do palco. Esta mesma linha corresponde à linha da altura do olhar do público.
Os músicos ocupam uma posição semelhante à do público de modo a utilizarem a mesma tipologia de imagem no desenvolvimento da sua improvisão e potenciando um envolvimento dos espectadores na construção cenográfica da performance.
O dispositivo cénico apresenta-se como um palco de 6 x 6 metros, composto por 9 módulos constituídos em madeira, com uma superfície de topo de altura variável (40 a 75 cm), que mantém um carácter horizontal mas ondulado. Este objecto comporta-se como uma caixa de ressonância para os ruídos provocados pela fricção e percussão dos corpos na superfície do topo. Cada um destas acções é ‘auscultada’ pela caixa de ressonância, que amplifica esse ruído, e induz também a vibração de um conjunto de cordas por cada um dos nove módulos.
Estará presente, em cada apresentação, uma espécie de ‘manto sonoro’ de afinação definida, cuja composição depende da posição das bailarinas, sobre o qual srgem os ruídos mais percussivos dos corpos em movimento.
Este objecto existe enquanto um espaço de acontecimento onde se desenvolvem todas as relações compositivas, quer entre os performers, quer com o público, na sua especificidade de proporcionar uma experiência fundamentalmente sensorial e contemplativa.
O movimento desenvolve-se dentro de estruturas de improvisação pré-estabelecidas ao nível das dinâmicas e características, não estando sujeito a uma predeterminação coreográfica propriamente dita. Os músicos servem-se das mesmas orientações estruturais, desenvolvendo-se numa lógica de improvisação livre, num léxico sonoro que se ocupa maioritariamente de ‘pequenos ruídos’. O movimento e o som aludem a uma utilização mínima de esforço produzindo uma imagem hipnótica e dormente. Balanço, velocidade, silêncio, imobilidade, densidade, intensidade são noções que ajudam a articular as acções coreográficas e musicais.
A horizontalidade dos corpos e a correspondência da altura do palco à linha do olhar do público, convoca a imagem de paisagem e intensifica a percepção e a concentração do olhar no movimento conjunto. A paisagem, neste sentido, é conseguida a partir de transformações lentas e orgânicas, sempre mergulhadas na noção de um evento conjunto, marcado pela singularidade de cada performer.
Simulação 3D do palco / instrumento (modelado por André Castro / Elysabeth Remelgado)
Registo preliminar da instalção em fase de construção-experimentação (Fundição de Oeiras, Outubro, 2009)
Encordoamento no tampo inferior de cada módulo
Acabamento dos módulos na Fábrica da Pólvora
Ensaio com as bailarinas