16.11.09
Fechei os olhos e ouvi aquele som fabuloso.
Lembrei-me de ver o país em que vivi.
Quando as imagens de gente adorada eram as de uns futebolistas, dois ou três políticos e aquela velha vestida de preto a chorar.
10.11.09
27.10.09
25.10.09
21.10.09
20.10.09
Sabe-se que nesta terra
Não passam muitas horas
Sem que radioso
O Sol rasgue as nuvens
E nos ilumine o dia
Relembrando feliz
Que existe sempre
Todos os bichos
Vem-se sacudir
Aproveitar os raios
Saltitar correr e voar
18.10.09
Pois é! Houve um trato ontem.
Mas escrevo em paixão
É o meu método
A minha disciplina
Apaixonar três vezes por dia
Escrever em paixão
Mesmo que soe a farsa
Mesmo que os versos trabalhados
São me cuspidos de dentro
Em batida irregular
A batida irresponsavel
Mas amar é o sangue
O combustivel
Três vezes ao dia
Danço
Como
Sem digerir
E caio
E mergulho
No som de mim
Das bolhas de ar
Da opressão espacial
Da àgua toda à minha volta
Mas lembro-te
17.10.09
Por esta hora em London Town
16.10.09
14.10.09
Vespa pintada, picada de vespa
Duas senhoras
A monte
Cheiro de alecrim
E àgua na bica
Uma dança
Uma promessa picante
De um veneno veloz
É a vespa pintada
Agora, duas meninas
Dois Montes
Uma promessa dividida
A vespa cortada ao meio
Uma casaca
Vira a casaca
Tenho duas
Qual vestir?
A decisão
Tinha que ser
Espontânea
E foi, e com til
Para o Monte Estoril
10.10.09
9.10.09
Ui que dia tão bom!
Amanhâ também vai ser bem bom!
.
8.10.09
7.10.09
Relampagos de fraca tempestade
Mar revolto
Pequenas ondas de cachão
Chocalham e balançam
Sem apetite para devorar
Lembro-me do trovão do cagaço
Que chega sem avisar
Da chuva ensurdecedora
Da inundação
Que caia tudo o que há lá em cima
Que esmague contra o chão
E afunde em água agitada
Chovam pedras ininterruptamente
Raios acertem no que mexe
A garganta respire àgua aflita
O corpo em convulsões
Ah! Tempestade que tardas em chegar
2.10.09
Entupiu se o canavial
Seu leito torto de estética que não se vê
Recusou-se o São José de seu direito
Assina Cais do Sodré
Desapoiou-se na cana
Caiu-lhe um Golias em cima
E funda a ferida mais no peito
1.10.09
24.9.09
Isto não é normal aqui mas já está...
Circular que podem aplicar nos vossos locais de trabalho ...
Circular Interna (verídica) de uma multinacional americana em Portugal (no Porto), contra a linguagem dos trabalhadores do Norte.
It has been brought to our attention by several officials visiting our corporate Headquarters that offensive language is commonly used by our Portuguese-speaking staff..
Such behavior, in addition to violating our Policy, is highly unprofessional and offensive to both visitors and colleagues.
In order to avoid such situations please note that all Staff is kindly requested to IMMEDIATELY adhere to the following rules:
1) Words like merda, caralho, foda-se, porra or puta-que-o-pariu and other such expressions will not be used for emphasis, no matter how heated the discussion.
2) You will not say cagada when someone makes a mistake, or ganda-merda if you see somebody either being reprimanded or making a mistake, or que-grande-cagada when a major mistake has been made.
All forms derivate from the verb cagar are inappropriate in our environment.
3) No project manager, section head, or executive, under no circumstances, will be referred to as filho-da-puta, cabrão, ó-grande-come-merda, or vaca-gorda-da-puta-que-a- pariu.
4) Lack of determination will not be referred to as falta-de-colhões or coisa-de-maricas and neither will persons who lack initiative as picha-mole, corno, or mariconso
5) Unusual or creative ideas from your superiors are not to be referred to as punheta-mental.
6) Do not say esse-cabrão-enche-a-porra-do-
7) When asking someone to leave you alone, you must not say vai-à-merda. Do not ever substitute "May I help you" with que-porra-é-que-tu-queres?? When things get tough, an acceptable statement such as "we are going through a difficult time" should be used, rather than isto-está-tudo-fodido.
8) No salary increase shall ever be referred to as aumento-dum-cabrão.
9) Last but not least after reading this memo please do not say mete-o-no-cu. Just keep it clean and dispose of it properly.
We hope you will keep these directions in mind.
Thank you.
23.9.09
Nas casas no meio das casas
O corredor de skate
Come risotto com tomate
Faz choques que sobem pelas mãos
E desce da janela para o jardim
Os desenhos são de várias camadas
São pinturas de filmes em montes
Das flores onde são proibidos os botões
Onde não entram borboletas
Nem se matam pássaros
O jardim romântico dos ingleses
Das mouras calçadas no monte
Dos muitos dias sims
Das coisas que se farão
Há garra na mulher das rodas nos pés
Há a doçura da partilha
Do gosto da companhia
Da força da sua imagem
Venho com uma bala
No bolso da camisa
E com um poema
Sobre fogo
Mas sem folgo
Para aqui mostrar
Para a J
21.9.09
3.9.09
Esta vida é uma loucura
Em poucos passos és outra
Mas não serás tu
És linda
Mas também tu
Mas ao ver-te
És tu
Hoje
Mas é um hoje maior
Agora um hoje para sempre
És ainda mais
De repente encontro ainda mais
31.8.09
Mestre Abrantes
Mestre, entalhador desde sempre, dos melhores, provavelmente o último melhor ainda vivo.
Mestre como poucos.
Amigo
Foi muito rápida a sua partida.
Trabalhou toda a vida na FRESS
A FRESS que se portou mal com ele
Que pena que é ver uma instituição tratar tão mal no fim de vida um seu filho
Avô de todos os que lá trabalham
Foi encarregado geral das oficinas e então sim, valia a pena lá trabalhar.
Deu aulas de talha no IAO da FRESS e é meu Mestre não só entalhador mas na vida.
Boa tarde Mestre!
-Vens tarde? viesses mais cedo!
-Deves ser daqueles que pega ao meio dia, sais à uma e tens uma hora para o almoço!
-Este se não existisse tinha que ser inventado!
Obrigado Mestre!
Até terça
30.8.09
Parede,3.40h, terraço.
Casa com um cão grande
E um cão enorme
Estoril:
Deck
Centro de congressos
Tamariz
Foge do Estoril!
Parede:
Pão congelado
Torrado
Sagres
Manteiga
Humus
Salada com cenoura cebola soja palmito
Chevre
Pão congelado
Torrado
Manteiga
Alheira fria
Salada com cenoura cebola soja palmito
Chevre
Mais um golo na sagres
Vou buscar mais um pão
O puto dorme
25.8.09
Com essas grades
Que nos impedem do precipício
A interpor-se
Entre os barcos e o rio
A ponte a ajudar
A cortar o horizonte,
As praias das liberdades
Os campos
Das caminhadas
Ao mesmo tempo
21.8.09
18.8.09
8.8.09
3.8.09
Pelos olhos
O Deus que mora
Na proximidade
De haver avencas
Esse deus
Das avencas
É a luz
Saindo pelos olhos
De minha amiguinha
O Deus que mora
Na proximidade
De haver avencas
Esse deus
Dos fetos
Das plantas pequenas
É a luz
Saindo pelos olhos
De minha amiguinha
Linda
De minha amiguinha
De minha amiguinha
De minha amiguinha
Linda
De minha amiguinha
De minha amiguinha
De minha amiguinha
Linda
O Deus que mora
Na proximidade
De haver avencas
Esse deus
Das avencas
É a luz
Saindo pelos olhos
De minha amiguinha
- Caetano Veloso
Pelos olhos
O Deus que mora
Na proximidade
De haver avencas
Esse deus
Das avencas
É a luz
Saindo pelos olhos
De minha amiguinha
O Deus que mora
Na proximidade
De haver avencas
Esse deus
Dos fetos
Das plantas pequenas
É a luz
Saindo pelos olhos
De minha amiguinha
Linda
De minha amiguinha
De minha amiguinha
De minha amiguinha
Linda
De minha amiguinha
De minha amiguinha
De minha amiguinha
Linda
O Deus que mora
Na proximidade
De haver avencas
Esse deus
Das avencas
É a luz
Saindo pelos olhos
De minha amiguinha
- Caetano Veloso
30.7.09
28.7.09
Ó Joana dos Espíritos! Vamos vêr isto na sexta? Compro bilhetes?
Viste?
Mas com boa intenção
Calhou dar em contribuição
No Planeta Tangerina
:
http://planeta-tangerina.blogspot.com/2009/07/pup-grew-up_06.html
Vês pá? É uma vespa!
27.7.09
Acabei de escrever este comentario na carruagem sete
O comboio que apanho todos os dias tem 7 carruagens.
Acho que vou sempre na terceira ou na quinta.
A segunda é a que tem as miudas mais bonitas.
Se calhar é por isso que vai sempre muito cheia.
Acabo por ir sempre de pé.
Na próxima paragem entram muitas velhas.
Mais vale ir de pé à partida.
http://acarruagemsete.blogspot.com/
23.7.09
JACQUES ÉMILE RUHLMANN E A FRATERNIDADE DAS ARTES

18 Jul - 27 Set 2009 - CASA
Jacques-Émile Ruhlmann foi um dos mais importantes desenhadores de mobiliário e um dos protagonistas maiores das linguagens “déco” nas artes decorativas de inícios do século XX. Quando Carlos Cabral, Conde de Vizela, visita a Exposição Internacional de Artes Decorativas de 1925 em Paris, irá entrar em contacto com o Atelier de Ruhlmann, que será em grande parte, o coordenador dos projectos e autor de muitos deles, que resultarão na Casa de Serralves. Esta exposição trará de volta à Casa de Serralves o mobiliário de Ruhlmann, contribuindo para um maior conhecimento da sua história e relevância. Será também um momento para uma homenagem ao Conde de Vizela e ao seu espírito empreendedor e cosmopolita.
Comissariado: Florence Camard, João Fernandes
Produção: Fundação de Serralves
-Sacado do site da F Serralves
20.7.09
9.7.09
28.6.09
27.6.09
26.6.09
25.6.09
Da técnica e monotonia
Criar pede treino
Aplicação ao devaneio
Não se conseguindo um meio
Fica-se pela operariedade
Casa tarabalho
Trabalho casa
Esperar e
Yes weekend pendurado na parede
Passear nas pedras
Sem conseguir levanta-las
Bater nas teclas
Por obrigação
Tentativa
Espremer uma qualquer paixão
Não há
Aguenta-te até ao natal
Um pouco antes disso
O mundo é teu
Grandes paredes para pintar
Grandes máquinas para serrar
Grandes obras a sair
Grandes pensamentos e paixões
Ondas grandes sem cansaço
Toda a livre vida aplicada
A espalhar beleza em forma de objectos
Aguenta só mais um bocadinho
E já agora vai chegando a horas
23.6.09
Tropical Storm Andres strengthens off Mexico
Já me dizia o nosso amigo Senhor Berd: Estai atento aos furacões do outro lado do Atlantico pois são eles que agitam as ondas que cá chegam ao buraco!
21.6.09
16.6.09
15.6.09
66 garrafas de vinho tinto
-Bebé
-Isto não é uma curta, é um filme e de amor
-You look like rain
-Love
-Vasco
-VR
-Só nós 2 é que sabemos
-Vallado
66 garrafas de vinho tinto familia sem rótulo da Quinta do Vallado pintadas para a celebração de um casamento muito especial entre duas pessoas muito queridas.
Com a ajuda da Amanita, de Umtaparurer e da Pi.
4.6.09
1.6.09
Mais um oitavo de chocolate
Há uma coisa à qual não dou nome
Num fim de semana encravado
Maio sol junho nevoeiro
Tarde mar noite em terra
Fico por aqui
31.5.09
Da Austalia mandaram este vídeo para Londres Para a Amanita que me mandou para Lisboa para dançaricarmos pela manhâ.
29.5.09
25.5.09
És uma querida!
If I could I would destroy them night´s after night after night
I would dance for three days
Sleep on beaches and fields
Surf and walk
Make sculptures with wood that came floating
That would tick my foot
Waking me up on the shore
It could even be the song of a bird
Remembering me there is still a day to enjoy
And a night to dance away
Even thow,
we lead a pretty good life!
17.5.09
15.5.09
9.5.09
1.5.09
30.4.09
Ziul o Mago
Meticulosamente arruma todos os brinquedos com ordens e escalas.
Quando lhe dei as rolhas e as caricas, a primeira coisa que fez foi fazer um circulo perfeito com as caricas e pôr dentro de cada uma, uma rolha na vertical. No fim faltavam duas rolhas e pediu.me que fosse buscar as que tinham ficado no banho. Eram duas. Lá se completou o seu pequeno Stonehedge.
Pedi-lhe que voltasse a fazer essa construcção mas já ia noutras matematicas.
27.4.09
ATCCCHHHIMMMM!!!!!!!
A massa era boa e passei dois dias a transformar o caos num escritório outra vez.
Trabalhei, sem querer, com duas espécies de madeira diferentes.
Uma delas chama-se Câmbala e fez me espirrar o dia todo.
A outra chama-se Undionuno.
-Muito prazer, como vai?
E agora cama porque amanhâ há mais, no emprego.
É pena que num dia de trabalho sozinho tenha ganho metade do ordenado de um mês no bules....
Será que trabalhei muito hoje ou que me pagam mal lá no miradouro das portas do sol?
22.4.09
20.4.09
19.4.09
Rascunho
No barro uma bolha
De ar escondida
Dentro do barro
O ar aquecido
Rebenta bem
Tenho o contador trifásico
A mão imprudente
Um bloco disparatado
Dentro do forno
A bolha que rebenta
Parte tudo o que a rodeia
Já quase estou acostumado
A desconfiar das explosões
Vou treinar bem
A técnica de amassar
Uma união sólida
Um caminho longo
E chegarei a mestre
Muitos fornos partidos
Muitas peças imperfeitas
16.4.09
Ziul
Conversa do Ziul, a entrar na cozinha e depois no penico
Ziul - Vó, desliga o vento!
Avó – o vento não se desliga, Ziul
Ziul – está a janela aberta!
A Avó fecha a janela
...
Ziul – vento, não comes o meu queijo!
....
Ziul –... oh, não há vento, a avó desligou?
Avó - Não, Ziul, a avó fechou a janela
Ziul – Para o vento não entrar?
Avó - Sim
Ziul – Ai ai vento, não comes os popós
13.4.09
Também cheira a mais
Too much, em inglês
Ou talvez seja more
A maré está a baixar
O quarto, minguante
O vento caiu
Sem direcção
Ficou cá um grampo
Apertado de mais
Que força é preciso
Para o soltar
9.4.09
http://eraumavezummegafone.blogspot.com/
Thanks Pi!
Já andava maluco à procura deste vídeo!
O meu outro Eu deve estar a andar de ginga à noite!
8.4.09
7.4.09
2.4.09
Uma belíssima selecção feita pelo carteiro que merece ser imortalizada.(pelo menos enquanto este blog durar)
31.3.09
29.3.09
28.3.09
"No limiar da utopia. Longe da anarquia mansa que nos tolhe."
Acho que é isso mesmo que sou, um anarquista manso.
Claro que no contexto deste subtítulo não é uma qualidade, ser um anarquista manso.
É certo que gostaria mais de me ver como um bravo mas acredito que mansamente se consegue ir propagando alguma bravura.
Isto claro se não me inserir num rebanho, talvez seja mais como um cão manso do que como um boi.
27.3.09
24.3.09
Exposição individual de Leonor Pêgo
23.3.09
Normalmente no fundo do mar
Presa por um cabo
Talvez pedra pommes
Porque boia
À deriva
À superficie
O cabo deve estar partido
Uma guita solta
Mas continua uma pedra
Pedra mas mole
Áspera
Com o poder de amaciar
Embalada pela ondulação
Dormita
Deixa-se ir
Sem resistencias
Perde-se no mar
Na imensidão das horas
Das ondas
Uma a seguir à outra
Pouco variam
Uma atráz da outra
Cada vez mais
Dorme
21.3.09
19.3.09
-Mas o que é que anda aí?
Eram umas pinhas a estalar!




























